Dieta dos 21 Dias

Plantas Que Curam

Jaborandi Verdadeiro.

Pilocarpus microphyllu

Planta nativa da América do Sul, conhecida milenarmente pelos indígenas, tem grandes características fitoterápicas, inclusive no tratamento do glaucoma e como antídoto a envenenamento.

Descrição: Pequena árvore da Família das rutáceas, também conhecida como policarpo. Arbusto ramoso que pode atingir até 2 m de altura. Folhas compostas de cerca de 9 folíolos pequenos de 1,5 a 2,5cm, ovais, sem pelos, imparipenadas e marcadas por uma reentrância na ponta, de cor verde-clara com manchas puntiformes que são as glândulas secretoras de óleo essencial. Flores minúsculas e rosadas e prendem-se a um pequeno cacho. Os frutos são formados por 1 a 5 núculas comprimidas lateralmente, apresentando uma ponta no ápice e contêm sementes. Reprodução exclusivamente por sementes, prefere climas tropicais e terrenos arenosos.

Não se deve confundir o jaborandi com o aperta Ruão, considerado o falso jaborandi, pois não tem os mesmos princípios ativo.

Parte utilizada: Folhas, raízes.

Indicações:

Bronquite crônica e bronquiectasias: como expectorante, antisséptico e fluidificante das secreções respiratórias;

Tem sido utilizado pelos indígenas como antídoto de envenenamento por ser diurética e estimular a produção de suor, isso inclui casos de edema e hipertensão arterial.

Queda de cabelo, a pilocarpidina estimula a produção dos fios e evita a queda, devolvendo brilho e volume aos cabelos, combatendo a seborreia.

Habitat: América do Sul, especialmente norte e nordeste do Brasil e Paraguai. Ocorre principalmente nas encostas pedregosas entre os estados do Piauí, Maranhão, Paraíba e Amazônia. Ocorrendo principalmente nas encostas pedregosas entre os estados do Piauí, Maranhão, Paraíba e da Amazônia.

História: E conhecida há vários séculos pelos índios tupis-guaranis que a chamam yaborandi planta que faz babar. Seu uso aumenta a secreção salivar, a sudorese em todo o corpo com uma maior eliminação de ureia que o suor normal, ativa as glândulas lacrimais, aumenta o peristaltismo intestinal. Seu uso medicinal e bastante difundido externamente para promover o crescimento capilar e internamente como sudorífero.

Modo de Conservar: Se não forem consumidas frescas, as folhas devem ser secas à sombra e em local ventilado. Guardar em recipientes de vidro bem tampados, sacos de papel ou de pano.

Princípios Ativos:

O principal componente do jaborandi é a pilocarpidina, com efeito comprovado no caso de colesterol e queda de cabelo.
Produz alcaloides isoquinolínicos, a emetina e a cefalina, com capacidade amebicida.

Propriedades medicinais: antiglaucoma, anti-inflamatória, deprimente cardíaca, diaforética, diurética, emético, expectorante, febrífugo, promotor de salivação, promotor de suor, sialogoga, sudorífico.

Uso pediátrico: Tosse produtiva e bronquite, sem broncoespasmo. Edema associado a glomerulonefrite ou outras condições com retenção de água e eletrólitos.

Uso na gestação e na amamentação: Não existem relatos de contraindicação durante a gestação e amamentação: Não deve ser usada nos 3 primeiros meses de gravidez pois não há estudos sobre teratogenicidade nem maiores informações sobre sua farmacodinâmica.

Contraindicações: Asma brônquica ou qualquer outra condição acompanhada de broncoespasmo. Em insuficiência cardíaca ou em pacientes portadores de bloqueios de condução

Posologia: Adultos 10 a 15ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água; 2g de erva seca (1 colher de sopa) em infusão até 3 vezes ao dia. Crianças de 2 a 5 anos: 2ml 3 vezes ao dia, às refeições. De 5 a 8 anos: 3ml 3 vezes ao dia, às refeições De 8 a 12 anos: 4ml 3 vezes ao dia, às refeições Posologia por peso corporal: O,2ml/Kg/dl.

Interação medicamentosa: O jaborandi potencializa a ação de quaisquer medicamentos com ação parassimpaticomimética.

Precauções: Não usar em pacientes com broncoespasmo pois pode ocorrer o agravamento desta condição 

Efeitos colaterais: Não há relatos, mesmo com o dobro da dose recomendada ou uso prolongado. Há relatos de raros casos de hipersensibilidade, onde se recomenda imediata suspensão do uso. 

Superdosagem: Não há relatos de intoxicação por superdosagem. Caso ocorra deverá ser feito o esvaziamento gástrico por lavagem com soro fisiológico. Medidas de suporte deverão ser tomadas. Com broncodilatadores e reposição hidroeletrolítica.

Modo de usar:

Adultos: 10 a 15ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água; 2g de erva seca (1 colher de sopa) em infusão até 3 vezes ao dia. Crianças de 2 a 5 anos: 2ml 3 vezes ao dia, as refeições. De 5 a 8 anos: 3ml 3 vezes ao dia, as refeições. De 8 a 12 anos: 4ml 3 vezes ao dia, as refeições. Posologia por peso corporal: 0,2ml/Kg/dia

Farmacologia: Os alcaloides do jaborandi são os princípios ativos com ação mais expressiva. São parassimpaticomimética. Aumentam as secreções, principalmente saliva. Secreções digestivas, respiratórias e suor O extrato causa aumento da diurese. Contudo o mecanismo de ação ainda não está claro. Causa bradicardia, mitose, sedação, redução da pressão intraocular e discreta redução da pressão arterial. Clinicamente é empregado corno antitérmico. Emoliente para pele seca, boca seca ou fezes ressecadas, e fluidificante de secreções respiratórias; O extrato de jaborandi e a pilocarpina provocaram a redução da pressão intraocular em séries clinicas controladas. Atualmente a pilocarpina é extensamente utilizada no tratamento do glaucoma Toxicologia: Não apresenta, mesmo com o Uso do dobro da dose recomendada. O jaborandi administrado em doses tóxicas causa vômito, diarreia, contrações uterinas, hemólise. Broncoespasmo e bradicardia. Doses extremamente elevadas causam choque seguido de colapso cardiorrespiratório.

Bibliografia:

PEIXOTO, Pedro Acioly de Sá e Luiz Carlos Caetano, Plantas medicinais: do popular ao científico - UFAL, 2005. Página 15.

FONTANELA, Tamaris. Herbanário Sagrado, A Fitoterapia Ancestral – Clube dos Autores, 2007. Página 34.

LORENZI, Harri, Matos. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exótica - Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2002. Página 442.

WICHROWSKI, Leonardo. Terapia Capilar - uma abordagem complementar – Alcance, 2007. Página 82.

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