Dieta dos 21 Dias

Plantas Que Curam

Jatobá

Hymenaea courbaril

Eis uma árvore muito tradicional no Brasil, descrita inclusive em nosso folclore, utilizada medicinalmente em casos de asma e outros problemas respiratórios.

Descrição: Da família das Caesalpiniaceae, também conhecida como árvore-copal-do-brasil, farinheira, imbiúva, jabotii-timbaí, jassaí, jatabá-trapuca, jataí, jataíba, jataíba-peba, jataíba-uva, jataici, jataipeba, jataí-amarelo, jataúba, jatel, jati, jatobá-de-anta, jatobá-de-porco, jetaí, jetaíba, jitaí, jutaí, jutaí-açu, juteí, jupiti, pão-de-ló-de-mico, South America locust ; guapinol, algaborro, azucar huayo .

Árvore bem desenvolvida, muito esgalhada e frondosa, podendo atingir 40 metros de altura com 200 cm de diâmetro.

As flores do Jatobá - As flores, de cor esbranquiçada, nascem nas pontas dos ramos, no formato de cachos.

O fruto do Jatobá - Os frutos têm o formato de vagens oblongas, com casca de cor castanho avermelhado, apresentando várias sementes cobertas por uma polpa de cor amarelo pálida, farinácea, bem adocicada e mucilaginosa.

O tronco do Jatobá - O tronco e os ramos secretam uma seiva, que é uma goma resinosa, que goteja em grande quantidade no solo, onde se petrifica tomando formas diversas, semelhantes às do cristal, embaçadas por fora e brilhantes por dentro. Pode-se obter essa seiva perfurando o tronco na base.

Indicações: Asma, atonia gástrica, Blenorragia , bronquite, cistite crônica ou aguda, cólica, coqueluche, disenteria, dispepsia, dor localizada, escarro de sangue, fraqueza, pulmonar, hemorragia, laringite, próstata, pulmões, tosse, úlcera, bucal, vermes, vias respiratórias.

Reprodução: Reproduz-se por sementes, de preferência em solos úmidos e argilosos.

Plantio: Multiplicação: por sementes (mudas);

Cultivo: Prefere solos argilosos e úmidos. Planta-se na primavera no espaçamento de 8m X 8m.

Colheita: seiva (quando a árvore estiver adulta) e casca durante a floração.

Parte utilizada: seiva, semente, casca, folhas.

Habitat: Encontrada nas Guianas e no Brasil aparecendo em todo o país em matas de terra firmes, em solo argiloso. É encontrada principalmente no cerrado e comumente em matas, capoeiras e em redutos florestais. No Brasil é encontrada desde as Guianas até São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, em áreas de mata de terra firme e de solo argiloso.

História: E usado na medicina popular e como alimento há centenas de anos. O nome tupi "vataiwa" significa árvore de fruta dura. O nome científico faz alusão às suas folhas casadas - himeneu (casamento)

Modo de Conservar: Os frutos devem ser consumidos maduros, devendo ser guardados em vidros bem tampados, em local isento de insetos. As folhas e as cascas dos ramos devem ser secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de papel ou de pano.

Princípios Ativos: Ácido copálico, alfa-trimetil, ácido naftaleno-carboxílico, ácido alfa-naftaleno-carboxílico, ácidos brasilicopálico, brasilicopalínico e brasilicopaloreseno, flavonóide astilbina, beta-sitosterol, beta-bourboneno, alfa-cadineno, delta-cadineno, gama-cadineno, cariofileno, epi-catequina, ácido iso-enantio comúnico, copacanfeno, copaeno, cubebeno, copacanfeno, alfa-copaeno, beta-copaeno, alfa-cubebeno, ciclosativeno, ácido ent-eperua-dienóico, beta-gurjuneno, hediquineno, alfa-himachaleno, humuleno, alfa-humuleno, beta-humuleno, beta-huroleno, alfa-muroleno, gama-muroleno, selinadieno, alfa-selineno, beta-selineno, taxifolino-rhamnosídeo, óleo essencial, princípio amargo, tanino, oligossacarídeos.

Propriedades medicinais: adstringente, antibacteriana, antiespasmódica, antifúngica, anti-inflamatória, antioxidante, aperiente, balsâmico, descongestionante, diurética, estimulante, estomáquica, expectorante, fortificante, hepatoprotetora, laxativa, peitoral, tônica, vermífuga.

Uso pediátrico: As mesmas indicações passiveis. Útil nas bronquites com secreção espessa.

Uso na gestação e na amamentação: Não há informações da sua farmacocinética ou sobre seu Uso nestas condições.

Modo de usar:

- polpa é consumida "in natura" e na forma de geleias, licores, farinhas para pães, bolos e mingaus.

- polpa dos frutos, cozida e misturada com açúcar e leite quente: tosse, bronquite, asma, enfisema pulmonar, pés de atleta (frieira entre os dedos);

- resina: problemas no sangue, fortificante;

- decocção da casca e das folhas: dores de estômago, do peito e das costas, fraturas, vômitos com sangue, artrite, bursite, beri beri, dispepsia, indigestão, diarreia, cólicas, febre, tosse, doenças pulmonares, cistite (não infecciosa);

- fruto: fortificante;

- chá do fruto: tosse, bronquite, dor de estômago e costas, sinusite, contusão anti-inflamatório da garganta, vermes, diarreia;

- vinho da casca de jatobá: tônico e fortificante, antioxidante, rejuvenescedor.

diarreia; disenterias; cólicas intestinais: coloque 1 colher de sopa de casca do ramo picada em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos, espere amornar e coe. Tome 1 xícara de chá, de 1 a 3 vezes ao dia.

Afecções das vias urinárias, cistite crônica ; prostatite: em 1 xícara de chá , coloque 1 colher de sopa de folhas fatiadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, 3 vezes ao dia.

Tosses; bronquites; catarros; asma; fraqueza pulmonar: coloque 1 colher de sopa de casca do ramo picada em 1 xícara de café de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e acrescente 1 xícara de café de açúcar cristal. Dissolva bem o açúcar e adicione 1 colher de sopa de mel. Tome 1 colher de sopa, de 1 a 3 vezes ao dia. Para crianças das somente metade da dose. Este preparado deve ser guardado em geladeira, ou consumido em 3 dias.

Alimento natural: coma 1 colher de sopa da polpa do fruto, 1 vez ao dia, no período da manhã.

Posologia: Adultos: Consumo do fruto in natura pela manhã ou como farinha para preparos culinários, doces - fortificante. Consumo da polpa do fruto cozida e misturada com leite quente para afecções respiratórias. 6 a 12ml de tintura divididos em 2 doses diárias, diluídos em água: 2g de planta seca ou 4g de planta fresca (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) de folhas e /ou cascas em decocto até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs em

Uso interno para dores em geral, hemoptíase, afecções gastrintestinais, cólicas, cistites, doenças pulmonares; O decocto do fruto. é usado para afecções respiratórias, vermes e diarreia: O vinho medicinal da casca aperiente, tânico, fortificante e rejuvenescedor; A seiva é usada internamente, misturada com mel, nas afecções respiratória: A seiva também pode ser utilizada em unguentos ou emplastros sobre áreas dolorosas: O pó da resina é usado nas hemoptíases

Farmacologia: Não foram encontrados relatos de pesquisas ou estudos clínicos que pudessem comprovar a utilização empírica da planta, mas seu grande conteúdo em princípios ativos revela um potencial medicinal grande.

Toxicologia: Sem toxidade nas doses recomendadas. A DLM é acima de 300ml para humanos acima de 60Kg. Os extratos etanolíticos em doses (muito) maiores que a terapêutica.

Veja também em nosso site:

Receita Caseira da Casca do Jatobá

Xarope caseiro do jatobá com jucá e eucalipto medicinal

Bibliografia:

CARVALHO, Paulo Ernani Ramalho., Espécies arbóreas brasileiras - Embrapa Informação Tecnológica, 2003. Página 1025

CAVALCANTI, Rogério. Fitodontologia - 1. Edição, Rio Branco/AC, Clube dos Autores, 2013. Página 174

SOUZA, Julio Seabra Inglez, Aristeu Mendes Peixoto, Francisco Ferraz de Toledo., Enciclopédia agrícola brasileira: I-M - EdUSP, 1995. Página 208.

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