Dieta dos 21 Dias

Plantas Que Curam

Jurubeba Verdadeira

Solanum paniculatum

Planta medicinal comum em quase todo o Brasil, a infusão do seu caule e da sua raiz em álcool de cana é popularmente utilizada como digestivo e conhecida Jurubeba Leão do Norte.

Descrição: Da família das Solanaceae, também conhecida como juribeba, juribebe, juripeba, jubeba, jupeba, jurubeba-branca,jurubeba-verdadeira, jurubebinha, jurupeba, jurumbeba, juvena, juuna,jurubeba (inglês, espanhol, francês), giurubeba . Arbusto de até 3 metros de altura, apresentando espinhos curvos no tronco e nos ramos.

As folhas são alternas, pecioladas e inteiras, lisas na parte superior e com minúsculos acúleos brancos na parte inferior. As inflorescências nascem nas laterais dos ramos ou em suas extremidades, formando belos buquê de coloração branca até a azulada ou roxa, com estames porosos, de cor amarela.

Os frutos são bagas arredondadas, contendo muitas sementes. A planta toda apresenta um sabor muito amargo. Reproduz-se por sementes ou pelos brotos que nascem nas raízes laterais, que se propagam horizontalmente sob o solo, e que vão a vários metros da planta-mãe.

Prefere solos arenoso, e por ser uma planta muito resistente, não necessita de muitos cuidados para o seu cultivo. Medra principalmente em pastagens, lavouras perenes, beiras de estrada, pomares e terrenos baldios. As folhas podem ser colhidas durante todo o ano, mas de preferências, na florada que ocorre no verão. As raízes são coloradas na época em que a planta floresce.

Parte utilizada: raízes, folhas, flores, frutos.

Origem: América tropical, medrando desde os limites das Guianas até São Paulo e Minas Gerais.

Modo de Conservar: As folhas e as raízes de vem ser secas ao ar livre. Guardar em sacos de pano ou de papel, em local seco e arejado, isento de insetos, e ao abrigo da luz solar.

Plantio: Multiplicação: sementes e estacas da raiz;

Cultivo: Não é exigente em solos. Planta-se na primavera em terrenos preparados e adubados com húmus. O espaçamento preferido é o de 2 metros entre plantas.

Colheita: os frutos são colhidos no outono e as raízes e folhas o ano todo.

Princípios Ativos: alcaloides (solamina, solanidina, solasodina), esteróides nitrogenados, saponinas, esteroidais nitrogenados (paniculina, jurubina), agliconas (isojurubibina, isopaniculidina, isojurupidina e jurubidina), ácidos graxos, ácidos orgânicos, glicosídeos (paniculoninas A e B), mucilagens, resinas (juribina e jurubepina), princípios amargos.

Propriedades medicinais: anti-inflamatória, carminativa, colagoga, descongestionante, digestiva, diurética, emenagoga, estomáquica, febrífuga, hepatoprotetora, hepatotônico, tônica. - raízes e frutos são antidiabéticos, aperientes, desobstruentes, colagogos, antianêmicos, diuréticos, febrífugos, anti-hidrópicos, antidispépticos, amargos e tônicos; aperiente, cicatrizante, colagogo, depurativo do sangue, desobstruente do fígado e do baço, digestivo, diurético, estimulante, , tônico.

Indicações: Abcessos internos, acidez da secreção gástrica, anemia ferropriva, anorexia, atonia gástrica, azia, bronquite, catarro na bexiga, cicatrização de mucosa, cistite, contusão, debilidade, diabete, dispepsia, ingurgitamento do fígado e do baço, estômago, erisipela, febre intermitente, feridas, gastrite e úlcera péptica, gripe, hepatite, hepatoesplenomegalia, hepatopatia crônica, icterícia, impaludismo, inapetência, malária, náusea, reduzir acidez da secreção gástrica, síndrome pós-hepatite, tosse, tumores abdominais e uterinos, úlcera.

Uso pediátrico: Inapetência, anemias e hepatite:

Uso na gestação e na amamentação: Não há teratoxidade, efeitos sobre a fertilidade ou nidação do ovo em cobaias. Deve ser evitada durante a amamentação.

Contraindicações/cuidados: não utilizar por período prolongado devido aos alcaloides e esteróides, que podem provocar intoxicação. Sinais de toxidade: diarreia, duodenite erosiva, elevação das enzimas hepáticas, gastrite, náuseas, sintomas neurológicos, vômitos.

Precauções: Evitar o Uso prolongado pela alta concentração de alcaloides e esteróides.

Posologia: Adultos: 10 a 20ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água 2g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de raízes e caule em decocção, ou das folhas em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12h. Crianças acima de 6 anos: metade da dose.

Veja também em nosso site:

Receita Caseira de Vinho medicinal da jurubeba

Modo de usar:

- Infusão de 2 colheres de sopa de folhas, frutos ou flores em um litro de água. Tomar 3 xícaras de chá morno, sem açúcar, por dia: afecções hepáticas, febres, debilidade em geral;

- Suco das raízes ou frutos: cistite, anemia, tumores, abcessos internos; - cataplasmas das folhas, uso externo: feridas e úlceras; - suco dos frutos com mel de abelha: diurético, bronquite, tosse;

- Suco ou infusão das folhas. uso local: contusões, úlceras, tumores, erisipela; . uso interno: fígado, hepatite, icterícia, debilidade, febres

- Decocção da raiz: diabete, prisão de ventre, dispepsias atônicas, inflamação do baço;

- Maceração de 4 g de folhas ou frutos verdes em um copo de água fria;

- Maceração de 20 g de folhas ou frutos verdes em vinho branco; infusão: 2 colheres de sopa de folhas ou flores ou frutos picados para 1 litro de água fervente.

Afecções do fígado, icterícia, hepatite e insuficiência hepática; atonias gástricas; vesícula preguiçosa; inflamação do baço: coloque 1 colher de chá de raiz, finalmente picada, em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos, espere amornar e coe. Tome 1 xícara de chá, 3 vezes ao dia.

Afecções do fígado, hepatite e insuficiência hepática; atonias gástricas; vesícula preguiçosa; inflamação do baço: coloque 1 colher de chá de raiz, finamente picada, em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos, espere amornar e coe. Tome 1 xícara de chá, 3 vezes ao dia.

Cicatrizante de feridas; úlceras; pruridos; contusões: coloque 1 colher de sopa de folhas cortadas em pedaços bem pequenos em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos e coe. Aplique nas partes lesadas com um agaze. Pode ser utilizado também, morno, para gargarejos.

Anemias; febres intermitentes; convalescença de doenças infecciosas: coloque 4 colheres de sopa de raiz, finamente picadas, em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.

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